Grafismo arte

novembro 30, 2012

GRAFISMO A FORÇA DO TRAÇO.

Pinturas em cavernas pré-históricas, barras gregas, arabescos, vo-lutas barrocas, caracteres incas e astecas, traços art-déco, metrô de Nova Iorque. Na trajetória da humanidade, o grafismo sempre esteve presente, em todas as épocas, em todas as correntes artísticas, no cotidiano.
São triângulos, raios, formas angulosas, linhas quebradas, risqui-nhos, bolas, quadrados, manchas, figuras consagradas de forma estilizada e até pequenas pinceladas. Tudo isso é grafismo. Tudo o que for criativo. Tudo o que expressar sentimento, idéia. Enfim, a linguagem da imaginação.
Superando os estilos, os grafis-mos são retomados com maior ou menor intensidade em cada período, como técnica de traçar sinais e símbolos que criam sensações óticas, dinamizam o ambiente ou simplesmente ornamentam o espaço.

Desde o início dos tempos, o homem procurou traduzir suas idéias através de grafismos, que eram empregados como um recurso para expressar emoções e registrar nossa história.
Sua utilização, através dos tempos, continua sendo a mesma até os dias de hoje, ou seja, o grafismo ainda é um meio pelo qual comunicamos nossos pensamentos e transmitimos sensações — como faziam os pintores impressionistas do século XIX, que usavam o pontilhis-mo e as pinceladas rápidas para criar um jogo emocional de luz e sombra.
Em nossa época, vivemos o auge da concepção grafista, que come-. çou a ganhar notoriedade com a expansão da art-déco, quando teve início a geometrização das formas, com a criação de desenhos em perspectiva.
Nos anos 60, o movimento da Op-tical-Art, abreviada para Op-Art, incorporou traços gráficos às obras artísticas, e logo a indústria absorveu a idéia, introduzindo os grafismos contemporâneos em objetos de consumo.

Hoje, esses traços aparecem nos mais variados ambientes e nas mais diversificadas manifestações culturais. Móveis, pisos, paredes, designs, enfim, o grafismo já está integrado à arquitetura e à decoração de nossos dias. Até mesmo na moda de banho, mesa e cama, substituindo os antigos bordados e monogramas dos enxovais por linhas menos comportadas e mais arrojadas, entrando na intimidade das pessoas.
Cada vez mais, o grafismo é incorporado ao dia-a-dia das pessoas e tem na indústria têxtil uma poderosa aliada, produzindo tecidos a serem aplicados nos mais diferentes locais: estofados, cortinas, almofa-das e edredons.
Muitos vêem os recursos grafistas como um abstracionismo geométrico com formas muito dinâmicas; outros como o símbolo da liberdade e do despreendimento. Uma arte que cria ambientes alegres, românticos, harmoniosos. Para outros ainda, é um movimento totalmente descomprometido de qualquer estilo e, principalmente, desvinculado de preconceitos, já que ele atinge e agrada a todos os tipos de gostos e se enquadra em várias tendências.
Sua ascensão está diretamente ligada à vida moderna, à ânsia pela fuga dos padrões convencionais e à eterna busca do novo.
Um traçado limpo, sem detalhes, uma combinação de formas e cores com um resultado claro. Mesmo que a cor utilizada seja o preto e as linhas sempre retas. Aliás, o forte do grafismo está no uso e na harmonia proporcionada pelo jogo do preto e branco, cores aparentemente frias, mas capazes de preencher o vazio de um ambiente. Essa é mais uma característica do grafismo: o mínimo de elementos com o máximo de sensações. É exatamente dentro deste conceito que vemos muitos ambientes praticamente vazios ganharem destaque com a simples colocação de uma cadeira, como as criadas dentro da concepção grafista por designers consagrados: de Chippendale a Frank Lloyd Wright, passando por Mackintosh e Mies van der Rohe.

Para que você identifique com facilidade o grafismo, basta olhar para a sua roupa, o desenho da calçada em que pisa, os muros e out-doors feitos em pontilhismo, os prédios de sua cidade, desenhos por computador, enfim, sua própria casa. Tudo isso é grafismo…

Publicado em: Objetos de decoração

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